A Displasia é uma das alterações articulares mais comuns em cães, tendo como principal causa uma má-formação da articulação de origem genética, assim como componentes ambientais e alimentares que também podem piorar a condição.
É uma doença articular que gera instabilidade e disfunção na articulação onde está presente.
Se não detectada à tempo, com o passar dos anos gera inflamações repetidas da cápsula articular, tendões e ligamentos subjascentes à articulação, causando artrite.
E com uma situação prolongada no tempo, gera desgaste da cartilagem articular, inflamação crônica e um processo degenerativo, conhecido como artrose.
Quando é detectada precocemente, manejos de alimentação, suplementação associados à cuidados integrativos e atividade física realizados sob orientação e supervisão de especialistas das áreas de fisiatria e ortopedia, os animais tendem a reduzir consideravelmente os episódios de dor e disfunção tendo uma boa mobilidade e qualidade de vida.
Algumas condições que geram a piora do quadro geral do animal, além da instabilidade, são também as compensações em outros locais do corpo.
Essas compensações ocorrem pelo deslocamento de peso para outros membros, coluna lombar, torácica, cervical.
Isso gera tensões maiores em grupos musculares, e causam os famosos “trigger points”- ou pontos gatilho -, que são muito dolorosos também.
Então, um bom protocolo de tratamento para animais com displasia, DEVE considerar também a liberação dessas compensações através da terapia manual, alívio da dor no local da instabilidade, atividades físicas de baixo impacto articular, redução do processo degenerativo, redução da inflamação crônica, além do fortalecimento da musculatura para que a instabilidade articular tenha um controle.
O maior erro é pensar que somente remédios vão resolver a longo prazo o problema. Eles podem até ser parte da solução, visto que atuam na inflamação e na dor de forma QUÍMICA.
IMPORTANTE LEMBRAR: anti-inflamatórios não devem ser usados por tempo muito prolongado (o ideal é de 3-7 dias – no máximo 10 dias dependendo da situação). Isso porque a inflamação também faz parte do processo de reparação dos tecidos do corpo. E suprimi-la completamente por muito tempo, piora ainda mais a condição do animal no futuro – gerando ainda mais casos de recaídas, instabilidade e dor.
Além do fato de que esse tipo de medicamento também causa alterações metabólicas importantes, principalmente nos rins, fígado e gastro-intestinais.
Após uma avaliação minuciosa por um especialista em fisiatria ou ortopedia veterinária, e a confirmação do diagnóstico através de exames (por exemplo o Raio-X), o protocolo terapêutico é montado e pode incluir:

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